PRA CONSTAR!



Mais do que casar ou comprar uma bike. Mais do que a famosa parábola do ser feliz ou ter razão. Mais do que o To be, or not be.  Muito mais. Mas em breve a dúvida acaba.

Mais do que casar ou comprar uma bike. Mais do que a famosa parábola do ser feliz ou ter razão. Mais do que o To be, or not be.  Muito mais. Mas em breve a dúvida acaba.



sea-gulls:

#17 by Kimberly Ronning on Flickr.


To be, or not to be...a bitch?

Sometimes, Dolores, Sometimes you have to be a high-riding bitch to survive. Sometimes being a bitch is all a woman (or man) has to hang onto




When we called out for another drink
The waiter brought a tray

– Whiter Shade of Pale

ENTROPIA

Em mais um final de semana recheado de marasmo apelei para a boa e velha locadora de vídeos. Cisne Negro, Tudo Pode Dar Certo e Tudo Acontece em Elizabethtown foram definidos como meus companheiros nesses dias.

O 1o eu nem revi seguindo um conselho e devolvi no dia seguinte. O terceiro vou deixar para assistir mais tarde. E o do Woody Allen, como sempre, tive um imenso prazer em ver. * Se quiser ler a sinopse do filme é só clicar aqui.

Em determinado momento o protagonista cita a entropia (lembra-se da aula de termodinâmica?) e dá um exemplo extremamente simples para ilustrá-la: uma vez que a pasta de dente saiu do tubo…não há como colocá-la de volta.

É isso aí. Para determinadas atitudes que tomamos o voltar atrás não é uma opção. Alguns processos quando iniciam-se dificilmente param e a tendência é que continuem. Alguns tubos de pasta tb não devem ser abertos. Uma vez abertos, paciência, escove a porra dos dentes logo. 



Wow, e nunca foi tão necessário…





ALL   WORK   AND   NO   PLAY   MAKES   JACK   A   DULL   BOY.



Cores.


Vicky Cristina Barcelona

Vicky (Rebecca Hall), a certinha, contida e hipócrita. Típica americana. Prestes a se casar com um carinha sistemático, caretinha, machista e tb tipicamente americano, ela vai empurrando esse relacionamento com a barriga e sepultando sua felicidade (momentânea talvez) em nome do medo de arriscar-se.

Cristina (Scarlett Johansson), a molecona descompromissada que não sabe o que quer da vida, apenas tem a certeza do que não quer. Vejo esse personagem e me vem na cabeça aquela música da Paula Toller, Nada Sei:  ‘sou errada, sou errante, sempre na estrada, sempre distante, vou errando enquanto o tempo me deixar’.

Longe de ser uma Vicky, invejo a maneira como a Cristina leva a vida. Esse lance de ter muito certo na cabeça o que não quer é admirável. Eu tb sei o que não quero, mas ter a coragem de dizer não para essas coisas de maneira despretenciosa é a grande dificuldade que eu tenho e que Cristina tira de letra. Para ela acabou, acabou, vida que segue. Pluga-se e despluga-se com a mesma facilidade com que anda.

Acho até que ela tem lá suas crises por ser tão desencanada com tudo. Mas estas aparentam duração de 30 minutos em sua cabeça, não mais que isso.



Pelo menos nessa fase.


Tristeza.

Algum dia desses eu coloquei que você conhece verdadeiramente uma pessoa quando diz um não para ela. Fato!

Outra maneira é quando você se separa de alguém.

Não vou dizer que não dei minhas alfinetadas em ex pelo falido Orkut, Facebook e afins. Mas hoje, mais maduro e consciente, posso ver o papel ridículo que fiz e que outras pessoas estão fazendo.

Tô tirando como exemplo um lindo casal (homem e mulher). Aquele casal que dá gosto de ver de tanta beleza física. Pois bem, ele, um cara de bem com a vida e super bem estruturado, acolheu a bela dama em sua casa e deu do bom e do melhor. Ela, deu-lhe cornos. Inclusive um corno público porque se envolveu com uma celebridade.

Ele, já cansado da velha e péssima justificativa da fraqueza da carne pois era caso reincidente (o que demonstra ser um cara que sabe perdoar), mandou ela passear e está curtindo sua solteirice sem fazer pirraça e nem alardes, simples assim. Ela, pagando de infantilóide e muito burra, força uma barra absurda usando o Facebook para dizer o quanto está bem, trabalhando horrores e para atestar a sua elegância ainda posta uma foto com a tal celebridade que serviu de peça fundamental para o primeiro corno perdoado pelo lindo príncipe.

Taí, não vou dizer que não seja normal a atitude dela, mas soa falsa e só demonstra quem ela é na essência, uma cadelinha.


A estrutura ausente… (Humberto Eco)

Conheci H. Eco muito antes do “Nome da Rosa” (livro que inclusive inspirou um filme de suspense) mas voltando ao Eco que que conheci (nos livros…nos idos 70….) tratava do estudo da semiologia, matéria interessantíssima… que dava base, inclusive à prosaica ”pubblicità” …. sempre me perguntei o significado “semiológico” desse  título: ….estrutura ausente… , hoje lendo o vazio estrutural da tua “ausência”….tristemente entendi….te amo….te espero….tua lôra mari…


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